Segredos de Asrar

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Segredos de Asrar – poemas Sufi

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“Nas Páginas do Amado” – Segredos de Asrar de Karima Majid.
Revisão: Editorial M&K – 2025
Traduções: Angelita Rolim de Moura, Marcelo Miguel Pereira, Sylvia Luciani, Rafiaa Boussairi
Editora Sufismo Real
Agradecimentos: Ordem Naqshbandi Curitiba – PR, Brasil

Oh Livro, espelho da Eternidade que repousa entre os dedos do tempo, não és feito de papel, mas de véus — véus rasgados com o olhar da alma sedenta.

Cada letra tua é um alento sussurrado pelo Amado aos corações que caminham no silêncio da noite.

És escrita viva — sangue que flui da pena de quem ama, e sangra de amor,
mas em doçura.

Teus versos, como os giros do dervixe,
me tomaram em êxtase:
o mundo sumiu, e só o perfume do Nome
Al-Hayy permanecia em meu ser.

Foi ali, entre uma sílaba e outra,
que a Presença se insinuou como brisa num deserto cansado. E me fez recordar que tudo o que é, é.

Oh Essência, tu que habitas o espaço entre os sons, cada poema teu foi um fôlego de luz no âmago da noite escura. Chorei. Mas foi um choro de quem toca o orvalho secreto das estrelas, e vê o espelho da alma cintilar com o reflexo do Infinito.

Teus poemas não dizem:
eles fazem lembrar. São lembrança do que nunca foi perdido, mas apenas velado.

Oh caminho do coração (adab),
caminho de beleza e paciência,
este Livro ensinou-me a servir,
a calar diante do erro do outro,
a ser suave como a pétala,
firme como a raiz.

Aceitar a imperfeição como se aceita o vinho amargoque purifica.
Ser gentil — não por fraqueza,mas por reconhecer a luz escondida em cada gesto humano.

Amado, por este Livro venho a Ti
como um amante sem nome, com olhos embriagados pela visão do não-visível.

Concede-me — por Tua Misericórdia —
um instante de esquecimento de mim,
para que Tua Realidade seja o único som que ecoe em nossos corações.

Aniquila-me, não por castigo,
mas por compaixão:
pois quem vê o mar não deseja mais o poço.

Nas profundezas da consciência,
os asrar dançam como crianças no jardim da pureza. E quem ouve o concerto do espírito — mesmo o mais singelo, o mais brincante — pode, se assim for permitido, tocar o segredo.

Este Livro é um Jardim. E cada verso,
um fruto oculto que amadurece ao sol da sinceridade.

Bendito seja o instante em que meus lábios pronunciaram o Nome, e minha alma, bebendo da taça dos poetas,
reconheceu o Amado por entre as entrelinhas.

Com gratidão àqueles que, em silêncio, semeiam luz nos corações.